quarta-feira, 13 de julho de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Vita et Otium no Estúdio Santa Catarina (RBS) | Florianópolis 285 anos
quinta-feira, 3 de março de 2011
Fórum debate diretrizes físico-espaciais para o litoral catarinense na sede do CREA/SC
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Jornal A Notícia | Joinville
Etnias
Uma das descobertas feitas pela equipe de 40 arquitetos que o Instituto Silva Paes reuniu no Projeto Vita et Otium é que temos, em Santa Catarina, uma estreita relação entre a forma de ocupação de nossa planície costeira e as etnias responsáveis por estas ocupações.
Os portugueses, especialmente os açorianos que vieram para se fixar em nosso território, sempre o fizeram à borda d’água. São Francisco, Penha, Itajaí, Laguna, Florianópolis e tantas outras freguesias tiveram sua existência vinculada à pesca e ao fornecimento de suprimentos para navios de toda sorte que percorriam nosso litoral.
Ainda na planície costeira, mas sempre afastados do mar e levando um modo de vida interiorano, encontramos uma rede de povoações fundadas já nos séculos 19 e 20 pelos imigrantes centro-europeus, com predominância para alemães e italianos. Assim podemos ir da nossa Vila Nova, passando por Massaranduba, São João do Itaperiú, Canelinha, São Pedro de Alcântara, Caldas da Imperatriz, Orleans entre tantas antigas sedes de colônias agrícolas, sempre andando entre dez e vinte quilômetros do oceano. Hoje, é possível estabelecer um roteiro cultural e turístico sem subir a serra, tampouco voltando ao litoral, visitando e saboreando essas cidades de natureza tão distinta das suas vizinhas costeiras.
A fronteira entre essas cidades e as cidades costeiras é quase sempre a BR-101, eixo de ligação que vem transformando nosso litoral em uma grande cidade linear.
Hoje podemos perceber a continuidade da malha urbana a partir da lagoa de Barra Velha se estendendo por Piçarras, Penha e Navegantes, continuando por Camboriú, Itapema e Porto Belo, e depois de uma breve interrupção no Vale do Rio Tijucas, prossegue de São Miguel a Palhoça.
Já é o momento de se propor uma prática de planejamento que integre todos esses municípios, em sua maioria não dotados de estruturas eficazes de planejamento e controle urbanístico, tampouco conscientes de seu papel como elos de uma grande cadeia de desenvolvimento.
O Projeto Vita et Otium apresenta as primeiras propostas, com o tempero de uma certa utopia, mas com fundamentos racionalíssimos. Uma ferrovia ligando todas as cidades costeiras, a 101 com eixo organizador dessas relações, as faixas de conectividade natural entre a serra e as bacias dos principais rios sendo preservada, a urbanização e a industrialização ocorrendo de forma adensada e planejada nas áreas mais propícias, com saneamento básico e transporte coletivo. E a visão de que todo o litoral deve ser pensado com um só corpo.
marcel@jass.com.br
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Conversas Cruzadas | RBS TVCOM
http://wp.clicrbs.com.br/conversascruzadas/?topo=52,2,18,,196,e196
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Matéria sobre o Projeto Vita et Otium é capa do Diário Catarinense de 29 de dezembro.


OBRAS DO FUTURO
Propostas para um litoral muito diferente em SC
O governo do Estado investiu R$ 1 milhão do Fundo Estadual de Incentivo ao Turismo para um estudo que reavalia a ocupação do litoral catarinense. O projeto, elaborado por um grupo de 40 arquitetos do Instituto Silva Paes, de Florianópolis, propõe alterações audaciosas, como a mudança do traçado da BR-101, a construção de um aeroporto internacional em Tijucas e um porto náutico flutuante.
A primeira etapa do projeto batizado como Vita et Otium (vida e ócio, em latim) foi apresentada às Secretarias de Estado de Planejamento e de Turismo neste mês. Nela constam as propostas gerais para o litoral catarinense e as detalhadas da Grande Florianópolis. Os das outras regionais serão entregues em março.
A ideia do arquiteto Nelson Saraiva da Silva foi apresentada em sua tese de doutorado, na Universidade de São Paulo (USP), em 2005. Em 2010, ele montou uma equipe para o projeto, que, segundo sua definição, planeja o litoral com base nas vocações turísticas, de locomoção e moradia.
Uma das medidas prevê o recuo da BR-101 entre Palhoça e Biguaçu, construindo um bulevar no ponto onde hoje passa a rodovia, em São José. O engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) João José Vieira aprova a sugestão por considerar que o tráfego interno atrapalha a finalidade da via: ligar grandes centros.
A construção de um porto náutico flutuante, perto de Governador Celso Ramos é mais polêmica. O diretor executivo da Brasil Cruiser, associação dos terminais de cruzeiros, Ernesto São Thiago, acredita que o custo seria elevado em comparação a um porto em terra. O orçamento não foi feito. Já as recomendações para criar parques ecológicos abertos à visitação anima o presidente da Federação de Convention e Visitors Bureaux de SC, Ricardo Ziemato:
– É um trabalho importante, mas precisa ter continuidade.
Para concretizar as obras recomendadas no estudo, serão necessárias muitas negociações políticas, recursos, autorizações ambientais, além dos projetos arquitetônicos e estudos de viabilidade.
– Consideramos necessário solucionar, principalmente, os problemas de locomoção para desenvolver o turismo – afirma o secretário de Turismo Valdir Walendowsky.
roberta.kremer@diario.com.br
diario.com.br
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ROBERTA KREMER
Jornal A Notícia de Joinville destaca Projeto Vita et Otium

29 de dezembro de 2010. | N° 994
LITORAL
O litoral dos sonhos
Projeto integra meio ambiente, urbanismo, cultura e turismo. Mas, por enquanto, é só um megaplano
Ainda está tudo no papel, no plano dos sonhos, mas um grupo de especialistas estuda uma maneira de transformar o litoral de Santa Catarina num espaço que une proteção ao meio ambiente, valorização da cultura, urbanismo planejado e turismo, muito turismo.
O governo do Estado investiu R$ 1 milhão do Fundo Estadual de Incentivo ao Turismo para um estudo que reavalia a ocupação do litoral catarinense. O projeto elaborado por um grupo de 40 arquitetos do Instituto Silva Paes (ISP), propõe alterações audaciosas, como a mudança do traçado da BR-101, a criação de uma série de parques e portais turísticos.
O projeto é chamado de “Vita et Otium” (Vida e Ócio, em latim) e foi dividido em módulos. A região de Joinville é um deles. As outras são Balneário Camboriú, Florianópolis, Laguna e Rincão.
A primeira etapa do projeto foi apresentada às secretarias de Estado de Planejamento e de Turismo neste mês. Nela, constam as propostas gerais para o litoral catarinense. As propostas da região de Florianópolis já foram detalhadas. As ideias para as outras regiões devem ser mostradas a partir do mês que vem.
A ideia do arquiteto Nelson Saraiva da Silva foi apresentada em sua tese de doutorado, na Universidade de São Paulo (USP), em 2005. Em 2010, montou sua equipe para o projeto, que segundo ele, planeja o litoral com base nas vocações turísticas, de locomoção e moradia.
As recomendações para criar parques ecológicos abertos à visitações animou o presidente da Federação de Convention e Visitors Bureau de Santa Catarina, Ricardo Ziemato. “É um trabalho muito importante, mas precisa ter continuidade”, salienta.
Para concretizar as obras recomendadas serão necessárias muitas negociações políticas, recursos, autorizações ambientais, além dos projetos arquitetônicos e estudos de viabilidade.
“Consideramos necessário solucionar os problemas de locomoção para desenvolver o turismo em Santa Catarina”, afirma o secretário de Turismo, Valdir Walendowsky.
Segundo o arquiteto e urbanista Guilherme Llantada, um dos coordenadores da proposta, foi feita uma leitura dos conflitos e vocações de cada região.
“Tem várias coisas a serem avaliadas. Espaço urbano, região ambiental, patrimônio. A ideia é no 1º trimestre de 2011 termos um desenho de planejamento definido”, diz o arquiteto.
“O trabalho é muito complexo. Depois que definirmos uma linha para os segmentos, teremos de consultar a população e órgãos ambientais”, explica Llantada.
O “Vita et Otium” está sendo desenvolvido desde 1994, mas só agora foi incluído nos planos do governo do Estado. Profissionais de todas as regiões foram chamados para colaborar com a ideia.
taisa.rodrigues@an.com.br
TAÍSA RODRIGUES