domingo, 10 de junho de 2012
Projeto de SC convidado para o Rio 20
Por Moacir Pereira
O Projeto VITA et OTIUM, coordenado pelos arquitetos Nelson Saraiva, Michel Mitmann e Enrique Hugo Brena, envolvendo mais de 40 profissionais atuantes no Estado de Santa Catarina, recebeu convite para ser apresentado, sob a forma de palestra, na RIO+20. O convite, chancelado pelo MINISTÉRIO DAS CIDADES, foi realizado pelo IAB/RJ - Instituto de Arquitetos do Rio de Janeiro, em conjunto com o CAU-BR - Conselho Nacional de Arquitetura e Urbanismo. Trata-se, possivelmente, de um dos poucos trabalhos, representando Santa Catarina, a serem apresentados neste importante evento de repercussão internacional.
Os coordenadores do Vita e Otium registra que, lastimavelmente o projeto continua "órfão" do apoio oficial do atual governo estadual, que não se manifesta quanto ao interesse de continuidade de sua última etapa. Este fato, inclusive, impossibilitou a participação do projeto, também sob a forma de exposição, tendo em vista estar inconcluso de espacialização (produção gráfica) de algumas de suas importantes propostas físico-espaciais para o litoral catarinense; o convite inicial ampliava-se para uma mostra de 10 painéis, de grande formato, a serem expostos durante o período da RIO+20.”
O Vita e Otium é um trabalho inédito de resgate da história catarinense e de planejamento profissional e técnico.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Vita et Otium no Estúdio Santa Catarina (RBS) | Florianópolis 285 anos
quinta-feira, 3 de março de 2011
Fórum debate diretrizes físico-espaciais para o litoral catarinense na sede do CREA/SC
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Jornal A Notícia | Joinville
Etnias
Uma das descobertas feitas pela equipe de 40 arquitetos que o Instituto Silva Paes reuniu no Projeto Vita et Otium é que temos, em Santa Catarina, uma estreita relação entre a forma de ocupação de nossa planície costeira e as etnias responsáveis por estas ocupações.
Os portugueses, especialmente os açorianos que vieram para se fixar em nosso território, sempre o fizeram à borda d’água. São Francisco, Penha, Itajaí, Laguna, Florianópolis e tantas outras freguesias tiveram sua existência vinculada à pesca e ao fornecimento de suprimentos para navios de toda sorte que percorriam nosso litoral.
Ainda na planície costeira, mas sempre afastados do mar e levando um modo de vida interiorano, encontramos uma rede de povoações fundadas já nos séculos 19 e 20 pelos imigrantes centro-europeus, com predominância para alemães e italianos. Assim podemos ir da nossa Vila Nova, passando por Massaranduba, São João do Itaperiú, Canelinha, São Pedro de Alcântara, Caldas da Imperatriz, Orleans entre tantas antigas sedes de colônias agrícolas, sempre andando entre dez e vinte quilômetros do oceano. Hoje, é possível estabelecer um roteiro cultural e turístico sem subir a serra, tampouco voltando ao litoral, visitando e saboreando essas cidades de natureza tão distinta das suas vizinhas costeiras.
A fronteira entre essas cidades e as cidades costeiras é quase sempre a BR-101, eixo de ligação que vem transformando nosso litoral em uma grande cidade linear.
Hoje podemos perceber a continuidade da malha urbana a partir da lagoa de Barra Velha se estendendo por Piçarras, Penha e Navegantes, continuando por Camboriú, Itapema e Porto Belo, e depois de uma breve interrupção no Vale do Rio Tijucas, prossegue de São Miguel a Palhoça.
Já é o momento de se propor uma prática de planejamento que integre todos esses municípios, em sua maioria não dotados de estruturas eficazes de planejamento e controle urbanístico, tampouco conscientes de seu papel como elos de uma grande cadeia de desenvolvimento.
O Projeto Vita et Otium apresenta as primeiras propostas, com o tempero de uma certa utopia, mas com fundamentos racionalíssimos. Uma ferrovia ligando todas as cidades costeiras, a 101 com eixo organizador dessas relações, as faixas de conectividade natural entre a serra e as bacias dos principais rios sendo preservada, a urbanização e a industrialização ocorrendo de forma adensada e planejada nas áreas mais propícias, com saneamento básico e transporte coletivo. E a visão de que todo o litoral deve ser pensado com um só corpo.
marcel@jass.com.br
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Conversas Cruzadas | RBS TVCOM
http://wp.clicrbs.com.br/conversascruzadas/?topo=52,2,18,,196,e196
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Matéria sobre o Projeto Vita et Otium é capa do Diário Catarinense de 29 de dezembro.


OBRAS DO FUTURO
Propostas para um litoral muito diferente em SC
O governo do Estado investiu R$ 1 milhão do Fundo Estadual de Incentivo ao Turismo para um estudo que reavalia a ocupação do litoral catarinense. O projeto, elaborado por um grupo de 40 arquitetos do Instituto Silva Paes, de Florianópolis, propõe alterações audaciosas, como a mudança do traçado da BR-101, a construção de um aeroporto internacional em Tijucas e um porto náutico flutuante.
A primeira etapa do projeto batizado como Vita et Otium (vida e ócio, em latim) foi apresentada às Secretarias de Estado de Planejamento e de Turismo neste mês. Nela constam as propostas gerais para o litoral catarinense e as detalhadas da Grande Florianópolis. Os das outras regionais serão entregues em março.
A ideia do arquiteto Nelson Saraiva da Silva foi apresentada em sua tese de doutorado, na Universidade de São Paulo (USP), em 2005. Em 2010, ele montou uma equipe para o projeto, que, segundo sua definição, planeja o litoral com base nas vocações turísticas, de locomoção e moradia.
Uma das medidas prevê o recuo da BR-101 entre Palhoça e Biguaçu, construindo um bulevar no ponto onde hoje passa a rodovia, em São José. O engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) João José Vieira aprova a sugestão por considerar que o tráfego interno atrapalha a finalidade da via: ligar grandes centros.
A construção de um porto náutico flutuante, perto de Governador Celso Ramos é mais polêmica. O diretor executivo da Brasil Cruiser, associação dos terminais de cruzeiros, Ernesto São Thiago, acredita que o custo seria elevado em comparação a um porto em terra. O orçamento não foi feito. Já as recomendações para criar parques ecológicos abertos à visitação anima o presidente da Federação de Convention e Visitors Bureaux de SC, Ricardo Ziemato:
– É um trabalho importante, mas precisa ter continuidade.
Para concretizar as obras recomendadas no estudo, serão necessárias muitas negociações políticas, recursos, autorizações ambientais, além dos projetos arquitetônicos e estudos de viabilidade.
– Consideramos necessário solucionar, principalmente, os problemas de locomoção para desenvolver o turismo – afirma o secretário de Turismo Valdir Walendowsky.
roberta.kremer@diario.com.br
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ROBERTA KREMER